Rei Artur e Príncipe Jorge dominam a arbitragem portuense e portuguesa

Rui Costa e Nuno Gomes foram para a rua*
23/03/2017
A fabulosa história de Bas Dost hoje nas páginas de 'A Bola'
23/03/2017

Rei Artur e Príncipe Jorge dominam a arbitragem portuense e portuguesa


O debate sobre o árbitro a nomear para o Benfica-FC Porto resume-se, na prática, a dois nomes: Artur Soares Dias e Jorge Sousa. Dois árbitros da A. F. Porto. O que confirma esta associação no top da arbitragem nacional, depois de alguns anos de domínio de Setúbal e Lisboa, com Leiria a meter a sua lança em África com Olegário Benquerença (temos aí Fábio Veríssimo para tentar assegurar a sucessão mas ainda precisa de tempo). Soares Dias e Jorge Sousa estão mesmo na segunda mais alta categoria da arbitragem europeia, com o primeiro a um passo de saltar para a elite. É o resultado de um trabalho que tem alguns anos e que foi feito num momento em que o Porto tinha também no top da nossa arbitragem nomes como o de Paulo Costa e Paulo Paraty. Jorge Sousa e Artur Soares Dias contaram com estes patronos e não só asseguraram o futuro como superaram o presente que conheceram. Em Lisboa foi mais difícil pois depois de Vítor Correia e Pedro Proença, nem João Capela nem Hugo Miguel conseguiram atingir os níveis dessas referências. Em Setúbal foi pior ainda pois depois de Carlos Valente nada de relevante aconteceu a este nível – Bruno Paixão prometeu mas “morreu” prematuramente em Campo Maior, no malfadado jogo do Pedro Morcela e do Vítor Baía.
Mas no Porto nem tudo são rosas pois para além do Artur e do Jorge há dificuldades que são notórias. Esta época, por exemplo, apenas o árbitro matosinhense Rui Oliveira tem conseguido um percurso limpinho, com Rui Costa não muito distante. Tenha-se em conta que no final desta época descem quatro árbitros à 2.ª categoria e na AF Porto está instalada alguma preocupação sobretudo porque Manuel Oliveira e Vasco Santos têm acumulado notas negativas e se a época terminasse agora estariam condenados.
Tudo isto para perceberem bem que não é só a nível das equipas de futebol que há tensão classificativa. Nos árbitros é sempre uma realidade muito viva e que influencia o trabalho dos apitadores, para além de resultar também de algo de mais global, isto é, da corrida entre as associações distritais por posições para árbitros de 1.ª categoria. No fundo, a questão arbitragem é muito mais complexa que aquilo que se vê e discute.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *