Nuno Manta: "O estranho no Rafa foi ter chegado aqui depois de não ter conseguido ficar em clubes maiores"

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Nuno Miguel Manta Ribeiro dos Santos, 38 anos, natural de Oliveira de Azeméis mas a residir em Santa Maria da Feira desde os 13, é o treinador do momento, depois de garantir a permanência do Feirense na sequência de 21 pontos amealhados em 11 jornadas. É a primeira vez que o Feirense consegue este feito. Por isto e não só, o treinador dos fogaceiros foi ontem o convidado de João Ricardo Pateiro no programa “Entrelinhas”, na TSF.
Nuno começou a trabalhar com equipas de futebol em 1997, ainda quando fazia a sua licenciatura em educação física. Esteve 12 anos no Feirense como adjunto de Adolfo Teixeira, com quem diz ter aprendido muito. Nas camadas jovens, já com mais responsabilidades, ajudou a formar muitos jogadores, entre os quais o benfiquista Rafa, o leixonense Ludovic e o feirense Cris. Sobre Rafa, recordou que o conheceu quando, em 2011, apareceu nos treinos de captação.

Já disse ao Rafa que só ele pode fazer a diferença entre ganhar 500 euros e 5 milhões e está a caminho disso ou mais

“Notava-se que era diferente, o que achamos pouco estranho é que já tinha passado por clubes de maior dimensão e não tinha ficado”, fez notar. Rafa ficou. “Evoluiu durante um ano e depois Henrique Nunes deu-lhe uma oportunidade nos seniores, como aconteceu, nesse mesmo ano, com o Bruno Moura e o Quim Machado. “Já lhe disse que só ele pode fazer a diferença entre ganhar 500 euros por mês ou 5 milhões…e ele está a caminho disso…ou mais”, contou. “Se ele melhorar a sua capacidade de finalização na cara do guarda-redes, será um jogador muito mais completo”, acrescentou sobre o jogador que custou 16,5 milhões ao Benfica.
Nuno Manta Santos disse também a João Ricardo Pateiro que acima de tudo defende a sua ideia de jogo, que passa muito “por conhecer muito bem o adversário”. No treino, dedica quase todo o bloco “a situações de contexto de jogo”. Em casa, lê e recorre, sem problemas, “à Universidade Google”.
Há um ano, Nuno Mantas Santos trabalhava das 8 às 16 numa fábrica a contar rolhas de cortiça, dava aulas de educação física e treinava os juniores do Feirense. “Precisava de ganhar dinheiro e fui trabalhar para a fábrica porque o trabalho nunca me meteu medo”, revelou ainda o treinador que ainda pensa que o Sporting pode ter uma janela de oportunidade para se recolocar na luta pelo título.

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