Manuel Cajuda: "Prejudicou-me ter dito que sou benfiquista"

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Manuel Cajuda: "Prejudicou-me ter dito que sou benfiquista"

Depois de uma pequena volta ao mundo, Manuel Cajuda está de volta a casa com o desafio de promover o Académico de Viseu. Foi precisamente em Viseu que recebeu João Ricardo Pateiro, para uma entrevista à TSF, no programa “Entrelinhas“.
“Não esperava voltar ao futebol português porque há muitas coisas de que não gosto e quem não está bem, muda-se”, começou por justificar o seu regresso. “Ouvi dizer ‘coitadinho, teve de ir para a China porque não tinha lugar aqui”, assinalou, a propósito de um comentário de um jornalista. “Mas afinal sempre foram buscar o sem abrigo”, desabafou, bem ao seu jeito.
“Não sou o melhor treinador do Mundo e os cemitérios estão à espera do melhor treinador do Mundo”, comentou também um dos treinadores portugueses com mais jogos no campeonato português, sendo um dos sete vivos que atingiram os 500 jogos e o único que está ativo por aqui.

Há 9 anos que falei no passe de merda e ainda hoje estão a comentar o que disse

“Gosto muito mais do Manuel Cajuda pessoa que do Manuel Cajuda treinador”, foi como se definiu. “Disse sempre que não queria ser o melhor treinador português mas que queria ser apenas um treinador diferente”, revelou. “A verdade é que ainda hoje estão a comentar o que disse há 9 anos, essa do passe de merda”, juntou mais uma história.
“Eu sou benfiquista e o que me prejudicou na carreira por ter dito isto há muitos anos”, comentou, fazendo notar que até já ganhou algumas vezes ao Benfica. “Não confundo as coisas”, precisou. “Prejudiquei a minha carreira porque quis mas não merecia que num curso de treinador tivessem dito que não sei combinar as gravatas com as camisas”, atirou, sempre a sorrir.
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“Nunca fui nada na vida, sempre foi estudante”, eis mais uma das suas tiradas. “Entendi que, se fosse inteligente, podia ser uma pessoa feliz no futebol”, explicou o seu percurso quem um dia “se cansou muito da xico espertice que acontece em Portugal” e foi assim que passou pelo Dubai e pela Tailândia, “onde os outros pagam para passar férias”.
“Nunca me passou pela cabeça treinar um grande porque via algumas coisas com outros colegas que não me agradavam”, afirmou enquanto percorria o seu currículo. “Os treinadores que dizem que pensam 24 horas o futebol são simplesmente enganadores”, justificou a sua opção de família, privilegiando sempre a família e o que está para além do futebol.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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