Depois do talho, a taberna

Manchetes: Dez anos é muito tempo
02/03/2017
Calabote apagado com diluente
02/03/2017

Depois do talho, a taberna

fafe
Está difícil para os árbitros e respetivos familiares manterem portas abertas nos seus negócios. Não há muito tempo foram os talhos do árbitro Miguel Mota a serem alvo de ataques pela calada da noite, com pichagens ofensivas (“Mota lampião respeita o leão”). Esta noite foi a vez da Taberna da Esquiça, propriedade do pai do árbitro Jorge Ferreira, ser visada.  “SD Aqui venera-se Calabote 86”, foi a mensagem deixada, numa referência ao antigo árbitro que permanece no imaginário dos adeptos do FC Porto a propósito do facto de ter dado 15 minutos de desconto num Benfica-Cuf, disputado em 1959, na última ronda do campeonato. Como se sabe, os golos que o Benfica marcou nesse jogo não chegaram para evitar o título garantido pelo FC Porto de Yustricht em Torres Vedras.
ng6019775
Voltando ao ataque à taberna fafense, terra famosa por uma justiça feita à força da moca, recorde-se que mais ou menos há um ano foi visitada por uma comitiva dos Super Dragões liderada por Fernando Madureira, que aí jantou e fez questão de pedir o livro de reclamações.
Jorge Ferreira, árbitro da A.F. Braga, já reagiu a esta nova situação, afirmando que não tem medo mas que teme pela integridade física “dos meus mais próximos”. O árbitro que dirigiu o último Estoril-FC Porto sente-se da “cansado”.
Tudo aconteceu poucas horas depois de Luís Filipe Vieiro ter dito que se vive um clima de coação e intimidação sobre os árbitros.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *