Francisco Chaló 'descobriu' Nuno Manta: "Não gere com a clave de som"

É aqui que o Benfica faz os trabalhos de casa
10/03/2017
Sporting campeão da pista 8
10/03/2017

Francisco Chaló 'descobriu' Nuno Manta: "Não gere com a clave de som"

 
Nuno Manta Santos, jovem treinador do Feirense, já andou por aqui hoje. Mas BnA quis ir mais longe e foi falar com o treinador que o chamou pela primeira vez para o futebol sénior: Francisco Chaló, atual técnico do Académico de Viseu. Aconteceu na época de 2004/2005, quando o atual responsável técnico dos fogaceiros tinha apenas 26 anos. Nuno Manta Santos, note-se, soma 10 jogos da 1.ª Liga no comando do Feirense, com um saldo de 4 vitórias, 3 empates e 3 derrotas. Com isto, conseguiu tirar a equipa da zona de morte, colocando-a dez pontos acima da linha de água.
1024
– Como aparece Nuno Manta na sua equipa técnica do Feirense
– Bem, foi o então presidente do Feirense que me falou no seu nome. Sabia que o Nuno fazia parte dos quadros técnicos da formação. O presidente disse-me que tinha ali um miúdo com qualidade e que podia ajudar. Como resido também na Feira, já o conheciam bem assim como o Adolfo Teixeira, treinador dos iniciados. Falei com ele e veio trabalhar comigo durante 2/3 anos.
– Como era ‘esse’ Nuno Manta Santos?
– Estava a dar os primeiros passos. Uma pessoa muito atenta. Curiosamente, manteve-se sempre ligado à estrutura depois da minha saída. Na altura estávamos a começar a fazer o que hoje se chama ‘treino integrado’ e a preparação física deixou de ser algo à parte. Ele foi-se ambientando a esta metodologia e continuou a treinar os miúdos. Lembro-me que na altura os juniores até desceram de divisão mas, como se sabe, isto da formação é quase como os padeiros, tudo depende das fornadas.

As suas ideias são sempre muito assertivas e transmite, de uma forma soft, aquilo que pretende dos jogadores e da equipa

– O Nuno não parece ter o perfil do técnico duro e que levanta a voz…
– De facto, não tem o que podemos chamar, tendo em conta esse perfil, uma personalidade muito vincada. Em termos de discurso e do seu volume de voz, não é isso. Não é daqueles que gerem através da clave de som! Mas, por outro lado, as suas ideias são sempre muito assertivas. De uma forma, digamos, soft transmite sempre aquilo que pensar, de forma muito tranquila.
– Como classifica o trabalho do seu ‘pupilo’?
– Tem feito um trabalho extraordinário. Às vezes, também é verdade, acontecem cliques que nos favorecem e o Nuno terá beneficiado disso. Não se pode dizer, por outro lado, que não teve intervenção na era de José Mota, pois era seu adjunto, para o bem e para o mal somos sempre todos responsáveis. Mas o que se tem de enaltecer é que o seu estilo vingou e que teve capacidade para ajudar os jogadores a libertarem-se, passando-lhes a responsabilidade também. Mais a mais, o Nuno conhece a casa como ninguém, já trabalhou com muitos treinadores e é um homem atento.
 
 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *