Carlos, um embaixador de Portugal

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Carlos, um embaixador de Portugal

Posso dizer que conheço relativamente bem Carlos Carvalhal. Como jogador e depois como treinador. Mas o que melhor do Carlos conheço continua a ser a faceta humana.
O atual treinador do Swansea City teve a sorte de crescer como jogador numa escola fabulosa: o Sporting de Braga, onde conheceu homens que não eram apenas treinadores, como foi o caso de Joaquim Lucas Duro de Jesus, vulgo Quinito.
Carlos Carvalhal não era um craque mas teve uma carreira longa e conseguiu jogar no FC Porto. Só chegou lá porque era um jogador exemplar e focado. Continuou assim como treinador mas quando lá chegou já tinha tratado do seu futuro, fundando uma gráfica e entrando numa sociedade que criou a marca de equipamentos desportivos Lacatoni. O “ca” é de Carvalhal, o Laca de Lacata e o Toni de Toni, antigos colegas de futebol do Carlos.
No Leixões, o meu clube, Carlos Carvalhal fez história. Não conseguiu subir a equipa à 2.ª Liga mas conseguiu o impensável: presenças na final da Taça de Portugal e na Taça UEFA. O seu Leixões só não subiu porque havia uma equipa que tinha tudo controlado, num tempo em que ainda não tinha estourado o Apito Dourado.
A vida continuou e afastou-nos um pouco mas ainda deu para acompanhar a conclusão do seu mestrado e os livros que escreveu. O Carlos Carvalhal tem na cabeça um processador que nunca descansa mas, sobretudo, deixa amigos por onde passa. Não é arrogante, não vende a alma ao diabo e gosta de consensos. Como seria de esperar, não consegue agradar a todos os portugueses.
Vejam o que pensam os adeptos do Swansea City e depois alguns que façam um pequeno exame de consciência.

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