Cajuda, 33 anos a treinar: "Agradeço a todos os que disseram que eu não seria capaz"

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Cajuda, 33 anos a treinar: "Agradeço a todos os que disseram que eu não seria capaz"

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No passado sábado completaram-se 33 anos desde que Manuel Cajuda orientou pela primeira vez uma equipa, sucedendo a Mladenov no comando do Farense, onde já era adjunto. A estreia, no dia 15 de março de 1984, não foi propriamente auspiciosa pois o clube algarvio perdeu por 7-1 no Estádio das Antas, depois de ter perdido em casa com o Benfica por 7-2. Ou seja, no espaço de duas jornadas o Farense encaixou 14 golos. Na jornada seguinte, em casa, frente ao Penafiel, não marcou mas também não sofreu, estancando a hemorragia.
Manuel Cajuda, hoje a treinar na China uma equipa da 2.ª Divisão, fez questão de assinalar o momento. “Obrigado a todos que me ajudaram e um agradecimento especial para todos os que me disseram que não seria capaz pois foram a minha maior motivação”, escreveu na sua página no Facebook.

“Fez ontem 32 anos que pisei pela primeira vez os palcos desportivos como treinador principal. Tive a felicidade da “estreia “ ter lugar num dos belos e bonito Estádio nesse tempo, as Antas. E , Lá vou eu de novo aqui , falar mais uma vez de mim. Faço-o para não falar de ninguém e também pelo simples facto de não o querer. Aqui estou de novo e tentar conhecer-me , redescobrir-me , porque sei que cada vez mais “os outros” fazem para não me conhecerem , sem ser por interesses e necessidades”, desenvolveu.

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Com 564 jogos na Liga portuguesa, Cajuda olha pela “janela da vida” e sente orgulho “quando vejo que alguém tudo faz para me transportar para a feira velha”, vendo aproximar-se sempre “novos sonhos e novos argumentos para continuar inovador”.
Cajuda olha para tudo o que fez e fica “orgulhoso pela vida” que lhe deu “sabedoria” que ele próprio colheu “na cultura dos livros”.
Duas vezes semifinalista da Taça de Portugal, vice-campeão do Egito, quatro qualificações para as provas europeus, uma participação na Champions, campeão nacional da 2.ª divisão, autor de quatro subidas de escalão, Manuel Cajuda disse ainda que “quem agradece conspira para que a vida seja feita de caminhos sem fronteiras”, prometendo continuar “a empurrar o carro da vida” pois “o melhor ainda está para vir”.

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