Vice-presidente do Leixões diz que a SAD nada ganhará sem respeitar as raízes do Leixões

Paulo Pinhal, vice-presidente da direção do Leixões, fez questão de, esta 3.ª feira, fazer um longo esclarecimento a propósito, como disse, de “contos e ditos” que “têm de acabar” para que “todos sem exceção” possam “unir forças em prol de um Leixões e não de um Clube ou SAD”.

E porque entende que a verdade deve estar acima de tudo, sublinhou o que a seguir vai ler-se:

“O clube não está dividido, muito menos cria qualquer problema à Sad ou vira a cara a qualquer pedido. A direção do clube é toda baseada em leixonenses e sócios presentes na vida do clube há muitos anos, uma direção que toda ela trabalha diariamente na vida do clube, todos opinam e discutem opções diferentes, gritamos, batemos portas mas no fim entendemo-nos, pois o importante é o Leixões. Direção essa que curiosamente tem três elementos que foram também diretores da associação MV03 e ao qual vários elementos da mesma associação estão a trabalhar no futebol de formação e à frente do mesmo inclusive”. Para precisar que esta direção “foi eleita para servir o clube e não para dizer amén a tudo o que uma empresa quer, que é o que a SAD é exclusivamente”.

Pinhal entende que muito importante, sim, é ter a consciência de que o clube “tem mais de 3 milhões de euros de dívida ” e que “ainda não conseguimos perceber sequer como é possível existirem estes valore…ou até percebemos”.

Temos feito tudo para o recuperar o clube, voltamos a ser respeitados e a ter crédito, fazemos de tudo para cumprir e tenho orgulho de um funcionário com 46 anos de casa me dizer que este foi o único ano em que recebeu sempre certinho.

“Devemos ao Fisco, à Segurança Social, particulares e funcionários, mas desde que entramos temos vindo a reduzir o passivo e dentro de em breve mais de metade dele vai ficar resolvido e esperamos daqui a 2 anos, e se nos deixarem, vamos acabar com toda a divida”, acentua.

“Uma coisa tenho a certeza; vou poder dizer no fim do nosso mandato que não criamos divida mas sim reduzimos a mesma ou até acabamos totalmente com ela. A nossa obrigação é para com as modalidades amadoras e os sócios, infelizmente não abrange todo o universo Leixões (futebol profissional) mas é o que temos, queremos rapidamente os campos do Óscar Marques (já adjudicados e contamos com eles ainda este ano ) para a formação voltar a casa e voltar muitos anos depois começar a dar cartas e deixar de ser a balda que foi durante anos”, é outra ideia que deixa ficar.

Agora em jeito de balanço:

“Quanto ao voley, natação, bilhar, futebol de Praia…em apenas um ano todas elas deram títulos e subidas, sem esquecer o karaté que é uma modalidade que muito nos honra quer no País como no estrangeiro. Todas elas são auto-sustentáveis e na próxima época novas modalidades vêm ai para aumentar as necessidades do concelho e aumentar a representatividade da sua maior instituição”.

Mais:

“Temos feito tudo para o recuperar o clube, voltamos a ser respeitados e a ter crédito, fazemos de tudo para cumprir e tenho orgulho de um funcionario com 46 anos de casa me dizer que este foi o único ano em que recebeu sempre certinho. O dinheiro no clube não chega todos os meses sequer para pagar mas fazemos das tripas coração para arranjar e não falhar, mas temos a certeza que dentro de um a dois meses vamos respirar melhor fruto do trabalho desenvolvido que começa a dar frutos”.

O Leixões deixou de ter mão no seu destino, passando este para (…) estrangeiros a deter o capital da SAD

Quanto a alegadas fricções e divergências entre a direção e a SAD dirigida por Paulo Lopo, Paulo Pinhal considera isto “um problema antigo mas que na minha opinião está apenas na mão dos sócios, da sua força e querer, apesar de os sócios terem sido os maiores culpados na perda do capital da SAD também são eles que podem voltar a recupera-lo”. Pinhal lamenta que os seus alertas não tenham sido atendidos. “Eu alertei numa assembleia repleta de gente antes das eleições do Mário Santos para o que eles se preparavam para fazer, e aconteceu passado uma semana de serem eleitos”. O que foi, no seu entender, não mais que “uma operação harmónio ilegal”.

A partir desse momento, “o Leixões (sócios) deixou de ter mão no seu destino, passando terceiros, mesmo sem serem de Matosinhos, serem estrangeiros, leixonenses ou não, de não gostarem sequer de futebol, a deter o maior capital na SAD e o destino total do futebol profissional, tudo com a conivência do presidente do clube eleito e da Câmara de Matosinhos, que cedeu grande parte das suas quotas na SAD a uma pessoa que se diz credora”.

Para que não restem dúvidas quanto às relações clube-SAD, Paulo Pinhal revela que esta época a SAD tem prescindido de qualquer opinião da direção. “Compreendo que quem investe goste de decidir tudo mas não pode esquecer a real razão desta socieade e que o maior ativo são os sócios”.

O vice-presidente disse já ter revelado ao presidente da SAD que não negará qualquer pedido em prol do futebol profissional mas “também já comuniquei ao presidente que sem entenderem as nossas raízes e forma de estar podem gastar o dinheiro que conseguirem que não vão conseguir vencer”

“Podem não gostar das pessoas que estão à frente do clube mas jamais duvidem do seu leixonismo”, terminou.

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