O dia em que os AC/DC não se ouviram no estádio do St.Pauli

 

Ricardo Estudante, fotojornalista português a residir e a trabalhar na Alemanha, contou hoje esta bela história.

Não sou de me arrepiar muitas vezes, muito menos em um jogo de futebol, mas hoje foi o dia. O St Pauli fez a sua homenagem às vitimas do holocausto da maneira mais forte, sincera e humilde possível.

Tudo começa com uma pequena mensagem Esther Béjarano 93 anos sobrevivente de Auschwitz, e residente em Hamburgo, pouco antes das equipas entrem em campo. Foi a primeira vez desde que estou cá que o Hells Bells do AC/DC não tocaram na subida da equipa ao relvado, dando lugar a um silencio pesado e sentido das quase 30 mil pessoas. Não se ouvia nada nem as moscas, nem do lado da equipa visitante, não ouve um “ai” que tantas vezes se ouve nestas alturas nada…

Nunca mais… não podia vir em melhor altura dada a sensibilidade do assunto neste momento por estas terras.

Foi algo que nunca senti em um estádio de futebol (este especialmente localizado ao lado uma Flak tower) de umas arrepiei-me dos pés á cabeça, se para mim foi completamente avassalador, não quero sequer imaginar os alemães (o meu editor no back-office sentiu e só viu pela televisão). 
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