José Marinho lembra o presidente do Sporting e o seu soldado raso na resposta à investigação de malha mais fina da PJ

Na resposta à manchete de hoje do “Expresso”, o ponta-de-lança do Benfica nas redes sociais, José Marinho, pronunciou-se assim:

“Sabem o que é uma salada de notícias disfarçada de novidades? É aquela encomenda do jornal Expresso, sob o título “PJ investiga plano do Benfica para controlar futebol português”. O jornalista Pedro Candeias – acho que já ouviram falar – pega em algumas informações avulsas sobre vários processos e transforma-as numa espécie de “Ultimate News” sobre o maquiavélico plano do Benfica para controlar o futebol e as instituições que o regulam. Claro que a Pedro Candeias não interessa investigar qual a razão para que não se conheça o relatório final da PJ sobre a investigação do caso Vouchers. Não lhe interessa saber que essa investigação terminou sem uma única acusação e sem um único arguido. O que lhe interessa é que agora que o MP juntou os processos, alguém se lembrou de passar a informação de que havia “suspeitas fundadas” da prática de crimes.”

E mais:

“Curiosamente numa semana em que o presidente do Sporting e o seu soldado raso da comunicação apareceram a cantar vitória sobre um processo, cuja investigação da PJ levou a zero acusações e zero arguidos. Tal como o caso da alegada compra de resultados por parte do Benfica, que todos sabem que resultou de uma denúncia anónima que, processualmente, a PJ é obrigada a investigar. Uma denúncia que foi apresentada nos mesmos termos em que foi, durante várias semanas, apresentada pelos blogues pagos pela comunicação do Sporting. Tal como o processo dos emails. Depois de tanta divulgação, de tanta calúnia, mais uma vez, não existe acusação – e lembro que a investigação começou há mais de meio ano – e o único arguido que existe decorre de uma obrigação processual.

Este tipo de jornalismo telecomandado não vive da investigação. Vive da calúnia e dos interesses clubísticos e financeiros

Mas sobre isto a peça do Pedro Candeias não se debruça. E não podia, porque este tipo de jornalismo telecomandado não vive da investigação. Vive da calúnia e dos interesses clubísticos e financeiros. Não é preciso alertar os benfiquistas para a falsidade e a intenção malévola desta notícia. Basta ter sido assinada por quem foi, para todos perceberem que uma notícia é uma notícia e uma encomenda é uma encomenda.”

Portanto, acaba por concluir, o objetivo de tudo isto é “ganhar segunda-feira para continuar a deixar toda esta gente à beira de um ataque de pânico e depois esperar que um dia a justiça seja feita e o bom nome do Benfica seja reparado”.

 

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