Sporting não precisava de recorrer ao travão de mão

Um dérbi interessante sobretudo para o FC Porto, que não deslumbrou na Feira mas somou os 3 pontos necessários e agora é líder isolado.

O Sporting mostrou uma coordenação a roçar a perfeição e, como consequência, a sua organização de jogo foi boa. O Benfica demorou a perceber como estava a ser bloqueado. Os leões defendiam bem mas conseguiam sempre sair a jogar, fugindo daquela que é a principal arma do Benfica de Rui Vitória: a captura rápida e o lançamento ainda mais rápido do ataque.

O golo conseguido pelo Sporting confortou ainda mais a equipa e causou algumas ondas de choque no Benfica, que voltou quase à estaca zero e só depois da entrada de Jimenez conseguiu voltar à cena.

Ficou a sensação, no fim, de que se o golo do empate tivesse chegado mais cedo o resultado acabaria por cair para o lado da equipa da casa.

Jorge Jesus quis guardar a vantagem mínima e sabe-se que nem sempre esta é a melhor estratégia. Mas percebe-se. O Benfica estava melhor mas ainda soluçante e havia que jogar com a velocidade do relógio.

Deu empate final, um resultado que não compromete o que se passou no jogo. É verdade que a estatística pende para o lado do Benfica mas se estatística fosse importante no futebol Mário Centeno seria de facto o Ronaldo do Real Madrid.

Neste jogo, o Sporting mostrou que está forte e comprometido com as ideias do seu treinador. Quanto ao Benfica, mostrou que está na corrida e que as notícias do seu desfalecimento eram um tanto exageradas.

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