FC Porto-Benfica de VAR aberto

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Foto José Lacerda

Deu empate no clássico. Não houve golos mas não faltou emoção. No fim, o grande acontecimento teve três letrinhas apenas: VAR. O sistema goebbeliano implantado pelos fautores da verdade desportiva não entrou em ação. Os portistas reclamam um penálti que ficou por marcar, por alegada “mão” de Luisão, e um golo mal anulado. No primeiro lance as imagens não são absolutamente claras e o árbitro que estava no VAR não o acionou por terá entendido, tal como o árbitro de campo, que não se tratou de um lance de deliberada mão na bola (o VAR, note-se, só é acionado quando uma decisão ou não decisão do árbitro de campo é um erro inequívoco). No segundo caso, o VAR não podia ter sido acionado, apesar do erro grosseiro do árbitro assistente número um de Jorge Sousa, que assinalou fora-de-jogo porque não viu que havia um jogador do Benfica junto à bandeirola de canto mais distante. Jorge Sousa viu a bandeira levantada e apitou antes da recarga que levou a bola à baliza, já quando alguns jogadores do Benfica viravam costas ao lance. Não há lugar para VAR em situações de jogo parado mas o erro grosseiro persiste. Falta também saber se Jorge Sousa parou o jogo por fora-de-jogo ou por uma alegada falta de dois jogadores portistas sobre um dos defensores do Benfica, como imediatamente foi sugerido nas redes sociais.

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Com se vê, é sempre possível, através das imagens, extrapolar situações de jogo.

O que sobra depois de tudo isto? Vamos ver, nos próximos programas de paineleiros, que será muito pouco.

Não se falará muito de um jogo intenso mas que esteve longe de ser um bom jogo. Foi sobretudo um jogo de nervos. O FC Porto não entrou bem mas foi-se recompondo. O Benfica teve atitude e defendeu bem o resultado. Os dois treinadores fizeram tudo bem também. Deu para perceber que o Benfica não está tão mal quanto o pintam e que o FC Porto é superior ao seu adversário mas sem marcar uma diferença avassaladora. O equilíbrio, como se diria noutros tempos, foi a nota dominante.

Faltaram os golos mas sobrou na polémica. Ou seja, afinal este foi um grande jogo para os diretores de comunicação e os paineleiros.

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