Árbitros entram na zona de chantagem

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Conforme informou a APAF, os árbitros C1, assistentes e estagiários decidiram “por unanimidade” entregar pedidos de dispensa que terão efeito a partir do prazo regulamentar. Em protesto pela “total ausência de insinuações, da parte de clubes e agentes desportivos, que coloquem em causa a honra e o bom nome dos árbitros; por clubes e agentes desportivos entendem-se os seus dirigentes, treinadores, jogadores e demais funcionários, os meios de comunicação próprios e aqueles que promovem nas redes sociais”. Pela total ausência? A sério? Quem escreve estes comunicados?

O que a APAF queria dizer é que dá um período de 20 dias “com total ausência de insinuações”, abrangendo “pessoas e meios”. Que português é este, meus senhores?

A APAF  levantou a greve anunciada para este jornada mas vai estar atenta a referências “a qualquer ato não provado de corrupção” a expressões como “polvo”, “padre”, “diácono” ou “apito dourado”. Assim se atinge o nível final de insanidade. Não se pode falar em apito dourado porquê, se estamos a falar de um processo que até foi tratado pelos tribunais? E o polvo, vai ser retirado das ementas?

Mais, durante estes 20 a APAF “exige reuniões da APAF e cinco árbitros com o presidente e Direção da Liga, com o objetivo de definir e aprovar um corpo regulamentar que reforce a punição de quem não cumpre as normas éticas e disciplinares a que estão obrigados todos os agentes, tal como sucede, por exemplo, na UEFA”. Estamos de novo no PREC?

O que é estranho é que isto aconteça e ninguém tome uma posição. Os nossos árbitros estão a pisar claramente a linha vermelha. Ups, disse vermelha?

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