Chaló, o especialista

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Há treinadores que precisam de comer muito pó e de fazer muitos quilómetros antes de terem uma oportunidade de treinar a sério uma equipa da 1.ª Liga. Muitos deles, mesmo com mérito reconhecido, nunca conseguem chegar lá. Francisco Chaló até já conseguiu chegar lá, na época de 2007/08, quando Aprígio Santos o convidou para treinar a Naval 1.º de Maio.

Na Figueira da Foz apenas aguentou 6 jornadas, saindo com 3 empates e 3 derrotas, para ser rendido por Ulisses Morais, que teve uma passagem ainda mais breve pelo comando técnico dos figueirenses…

Francisco Chaló é um desses treinadores que não sobem no elevador dos empresários, dos amigos ou dos dirigentes cooptados. A sua carreira de treinador tem sido feito a pulso e sem pressa. Por onde passa tem deixada a sua marca e não há muito tempo conseguiu o feito quase inédito de permanecer três épocas e meia no Sp. Covilhã, onde deixou saudades e esteve a um passo de garantir a subida ao campeonato principal.

Foi precisamente no Covilhã que tive oportunidade de acompanhar de perto o seu trabalho, num início de temporada motivador que começou sob o comando do pelotão de montanha da GNR.

Chaló começou a sua carreira no Alfenense e a seguir permaneceu quatro épocas no comando do Pedras Rubras, de onde saltou para o Feirense, onde somou cinco épocas, com um pequeno intervalo para o tal salto à Figueira da Foz. A tudo se juntam duas épocas de estabilidade em Penafiel antes da viagem para o sopé dos Montes Hermínios.

Hoje, Chaló não está muito longe da Covilhã pela qual se apaixonou e onde até ajudou o clube e encontrar patrocínios junto dos amigos que foi fazendo. Em Viseu, onde chegou na época passada, já com o campeonato em andamento, conseguiu a permanência na Liguilla mas nem por isso a confiança dos dirigentes deste clube foi abalada. Eles perceberam bem quem era o treinador que tinham contratado.

O resultado está à vista. A procissão ainda vai no adro mas o Académico de Chaló já é a sensação da Liga Ledman, que vê o seu trabalho reconhecido também por um critério expurgado de qualquer subjetividade analítica.

Sigam, por isso, com atenção o percurso deste treinador que não se põe em bicos de pés e que faz trabalho nos clubes por onde passa e permanece.

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