O novo FC Porto do imaculado Conceição

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Já não restam dúvidas.

O FC Porto voltou!

Voltou pela mão de Sérgio Marceneiro Conceição, coimbrão, um dos poucos portugueses que, vivo, tem o seu nome num estádio na sua terra natal – o outro português é José Peseiro, em Coruche.

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Podem dizer que também Avelino Ferreira Torres já teve o seu nome no estádio. Mas foi um nome dado pelo próprio. Sérgio não pediu nada a ninguém, o nome lá colocado foi iniciativa de uma entidade pública, como reconhecimento do percurso de um cidadão de Coimbra que vestiu a camisola do principal clube da cidade e que já o treinou com sucesso.

Sérgio Conceição já podia ter tido a sua oportunidade para treinar o FC Porto, em 2015, depois de um excelente percurso no comando do Sporting de Braga e de ter perdido a Taça de Portugal para o Sporting nos pontapés da marca dos 11 metros. Mas o seu “mau feitio”, que terá contribuído para sair da cidade dos arcebispos de candeias às avessas com António Salvador, declaradamente um exemplo de sensibilidade e bom senso na classe dos dirigentes, não o permitiu. O FC Porto estava ainda na fase das escolhas de treinador politicamente corretas, situação que motivou, por exemplo, a perda de Leonardo Jardim, como tanto queria Antero Henrique.

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O campeonato ainda ouve os sinos da igreja mas já se pode dizer que a escolha de Sérgio Conceição, sendo primeira ou não, foi um tiro certo de Pinto da Costa. Os resultados falam por si e a confiança e o fervor voltaram ao Estádio do Dragão.

Sérgio Conceição sempre foi um homem que deu o peito às bolas e que assumiu as suas opções. Por isso, foi sem surpresa que armou um FC Porto em 4x4x2, aproveitando ao máximo a potência atlética que tem no plantel. Com isto deu um sinal a todos os seus adversários. O resto é o que se conhece. Sérgio é um homem sanguíneo, que empolga quem está à sua volta e que nunca se arma naquilo que não é. Não é homem para fazer de conta que está tudo bem e quando não gosta permite que a mostarda lhe chegue tão rapidamente ao nariz como um pássaro de aproxima de uma figueira cheia de figos maduros.

O novo FC Porto que todos estamos a ver não é fruto do acaso. É todo ele obra de Sérgio, o marceneiro de equipas, o menino que ficou cedo sem os pais e que se fez à vida e que tem sempre um sorriso para aqueles com quem se cruza. Um homem que se fez na vida e nos relvados. O português dos Descobrimentos, se quiserem.

 

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