A clivagem Pedro Proença-FPF

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Pedro Proença é também, por inerência, vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol mas na prática não conta para este totobola. O presidente da FPF tem vindo a antagonizar-se com a direção presidida por Fernando Gomes. FPF e Liga funcionam a duas velocidades, quase como no tempo do controverso Mário Figueiredo.

Este afastamento tem várias explicações. Por um lado, a personalidade daquele que foi o melhor árbitro português de sempre. Proença é afirmativo e o fato de vice não lhe serve.

Depois, PP tem, na perspetiva dos outros dirigentes federativos, mantido uma posição “escandalosamente neutra” em relação ao ataque que tem sido feito aos árbitros e à arbitragem. Ele que, na qualidade de antigo árbitro, teria em princípio tudo para estar ao lado dos árbitros e da arbitragem, tanto mais que quando estava no ativo foi sempre um dos líderes dos processos reivindicativos dos apitadores.

Mas Proença tem-se assumido como patrão dos patrões, mantendo-se fiel à maioria que o elegeu. A consolidação desta base de apoio e a política de recuperação financeira da Liga são os seus únicos pontos na agenda, ele que até se prepara, ao que tudo indica, para anunciar mais um sponsor oriental para as competições profissionais. Mas não é fácil “competir” com uma FPF financeiramente pujante e que até a dormir atrai investidores.

Os próximos meses podem acentuar esta clivagem. Mas em Lisboa já todos perceberam que com Proença não podem contar…

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