Eu vi!

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Estão a ver aquela bancada. Eu estava lá, no topo do primeiro nível. Foi num ano já distante, 1986, quando debutava nestas vidas e tive a sorte de ser o enviado especial da “Gazeta dos Desportos” e de “O Comércio do Porto” ao Mundial que se disputou no México. Por esta altura já a equipa portuguesa tinha vindo para casa com muitas histórias ainda para contar. Eu fiquei por lá, montei base na capital mexicana, tornei-me um especialista em tacos e viagens de autocarro pela noite dentro, vi o Brasil ser eliminado pela França em Guadalajara, num jogo memorável, e senti várias vezes o ambiente do Asteca, a dois mil metros de altitude, muitas vezes sob o calor sufocante. Não sei como estava o tempo nesta tarde, só sei que estava lá quando Deus ajudou um anjo. Tal como o árbitro, não vi a mão divina a erguer-se. Ao meu lado, o meu camarada Frederico Martins Mendes viu e gritou “mano, mano”. De pouco mais me lembro e não tenho fotos destes dias. Apenas recordo o Fred a gritar “mano, mano” e sempre que vejo estas imagens penso que tudo não passou de um sonho, volvidos 31 anos. Como o tempo passa depressa!

 

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