Pedro Guerra é o paineleiro que todos os clubes gostavam de ter

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Pedro Guerra surgiu como comentador desportivo na CMTV e rapidamente percebemos que iria fazer carreira. O comentador tem volume informativo e dimensão críticas. Por incrível que pareça, atirou para canto Rui Gomes da Silva. Depois, na TVI, conseguiu também a proeza de transformar Manuel Serrão numa figura secundária, isto depois de em dois tempos mandar o doutor Barroso para o respetivo hospital.

Guerra é um buldozer. Mas Guerra é também diretor de conteúdos da BTV. Logo, tem um vínculo ao Benfica. O que quer dizer também que tem as costas protegidas.

Todos nós sabemos que o que importa hoje não são comentadores com opinião própria mas sim comentadores que vendem uma narrativa e que sustentam projetos. Pedro Guerra é de longe o melhor neste papel e quem dirige o Benfica já se rendeu aos seus méritos. Mais a mais, desde que Guerra chegou às nossas televisões foi sempre a ganhar…

Obviamente, nem o Benfica nem outro clube qualquer nada têm a ver com estas coisas. Já conhecemos a cartilha e os encartilhados mas o que é que isso mudou? Nada. O futebol é uma religião e os seus devotos não a trocam e respeitam os cânones. O padre Guerra é o maior da sua paróquia e faz mossas nas paróquias dos vizinhos, sobretudo na freguesia das Antas.

Acho mesmo que Pedro Guerra merecia ganhar todas as épocas o prémio de campeonato mas pela tabela do Benfica e não do Futebol Benfica. Porque o futebol aqui é o que menos interessa, já todos sabemos.

Podemos não gostar do Pedro Guerra mas temos de reconhecer que o Benfica encontrou nele o comentador que todos os outros clubes gostavam de ter. Creio que até o próprio Xico Marques será capaz de uma vez na vida concordar comigo.

Não será certamente o “Magriço” Simões a conseguir afastar Pedro Guerra das pantalhas. Nem um hacker qualquer com residência em Praga ou Budapeste. O homem está sentado na sua cadeira de sonho e obviamente vai ser muito difícil tira-lo de lá.

 

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