Ferreirinha: “As equipas do Jesus do Benfica jogavam mais pois aí ele tinha um melhor plantel”

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Fernando Ferreira, 81 anos, é mais conhecido no mundo do futebol por Ferreirinha. Um treinador hoje retirado que punha as suas equipas a jogar um futebol apoiado, dito “à portuguesa”, se quisermos um precursor do tiki-taka. Esta 3.ª feira, no programa Entrelinhas, conduzido por João Ricardo Pateiro na TSF, contou a sua história de vida, muito marcada pelos sete anos consecutivos em que foi treinador do Riopele. “Tratavam-nos como trabalhadores da empresa e não queriam chicotadas psicológicas nem outros problemas”, revelou sobre essa longa experiência. “Ali nunca chateavam o treinador…”, acrescentou sobre este ciclo que passou por uma época na I Divisão. “Nunca me aconteceu estar em último e ser chamado pelo presidente para o ouvir dizer ‘estamos nesta posição mas quer o Riopele desça ou não, o senhor só não fica se não quiser'”, contou.

No Riopele, Ferreirinha orientou Jorge Jesus na I Divisão. “Fomos a Lisboa buscar o Jesus, o Padrão e o Garcês”, contou. JJ “não era um jogador de força, jogava na base da habilidade, apoiando bem o ponta-de-lança”. Na altura, “já notava nele uma atenção muito especial às palavras e já se via nele qualquer coisa”. Ainda sobre o atual treinador do Sporting, Ferreirinha disse “gostar da maneira como ele treina embora o Sporting não esteja a jogar tão bem”. No Benfica, “as suas equipas jogavam mais pois aí tinha um plantel melhor”.

Jorge Jesus é um treinador muito estudioso mas por vezes estudamos tanto o nosso adversário que nos esquecemos da nossa equipa

“Gosto de ver uma equipa sempre a pressionar os defesas contrários e era isso que o Jesus fazia”, precisou sobre os seus conceitos táticos preferidos. “Quando vejo os centrais a trocarem a bola sem pressão, não gosto”, juntou. Ainda sobre Jorge Jesus, Ferreirinha confessou que o técnico leonino “devia valorizar mais a equipa” em vez de estar a falar sempre de si. “O que não há dúvidas nenhumas é que é um treinador, muito estudioso, às vezes até demais pois corremos o risco de estudar tanto o nosso adversário que nos esquecemos da nossa equipa”, disse ainda.

 

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