Jorge Gomes, o antigo braço direito de Reinaldo Teles e José Veiga: “Até parece que no futebol está todo o esterco”

Jorge Gomes, antigo jornalista da agência Lusa e durante muito anos uma peça-chave do departamento de futebol do FC Porto, hoje a trabalhar na área do ‘scouting”, sobretudo na América do Sul, assumiu uma posição muito crítica em relação aos comentadores desportivos. “Decidi hoje que vou deixar de ver os programas, ditos, desportivos, que vão para o ar aos domingos. Já chega de tanto fanatismo e intolerância. Já chega de tanta maledicência e lavar de roupa suja”, escreveu na sua página.

“Falo sobretudo daqueles que sempre viveram e ainda continuam a viver do futebol. Chega de arranjar culpados para o insucesso e sucessivamente apontar o dedo, como se todos fossem “foras de lei” e nós os impolutos. Ver os designados defensores do futebol defender a transparência no futebol sem olhar e meditar bem como andaram nele. Com as suas teorias a fazerem do futebol o caixote do lixo da sociedade, como se no futebol esteja o “esterco” todo”, criticou.

“Façam uma retrospetiva à vossa carreira e pensem se vale a pena exporem-se, sujeitos a que um dia alguém lhes descubra a careca. Respeitem quem vos deu o ser e ajudou decisivamente os vossos filhos a terem uma vida melhor. Olhem para todos os que fazem parte do jogo com respeito, lembrando-se que todos têm filhos e netos, como cada um de nós. Se queremos ser exaltados nas vitórias, assumamos a responsabilidade quando somos inferiores”, referiu ainda quem conhece como poucos o que se passa nos bastidores do nosso futebol.

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O também antigo colaborador do empresário José Veiga concluiu:

“Respeitem a atividade de que sempre viveram, como ela sempre respeitou quem a serviu, pagando ordenados principescos, fazendo ídolos vulgares mortais e em alguns casos até, eternizando os seus nomes. Quanto aos outros elementos que participam nesses “ditos” programas desportivos, isenção é coisa rara de encontrar, logo o interesse é pouco. Vale alguns (pouquíssimos) participantes que fazem lembrar os programas desportivos de outrora, protagonizado por verdadeiros profissionais da comunicação. Também esses tinham clubes, mas respeitavam o oficio. Sejam todos felizes e respeitem-se a si mesmos.”

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