Dito, o monstro, conta como teve andar por garagens com Pinto da Costa para trocar o Benfica pelo FC Porto

Quinito chamava-lhe “O Monstro”, impressionado com as qualidades do miúdo que começava na equipa do Sp.Braga. Estamos a falar de Dito, central que também passou por Benfica, onde fez a dobradinho em 1987, e FC Porto. Capitão em todos os escalões, Dito assumiu esta semana o comando técnico do Famalicão mas antes deu uma entrevista a João Ricardo Pateiro, para o programa “Entre Linhas“, que vai para o ar todas as terças-feiras, depois das 23 horas.

Dito chegou à 1.ª Liga apenas seis meses depois de ter começado a carreira de treinador, no Salgueiros, passou por Chaves, Portimonense, Felgueiras, voltou ao Braga (formação) e marcou pontos também no Varzim. Pelo meio, foi durante muito tempo comentador da Sport TV. No ar permanece ainda a possibilidade de na próxima época ser diretor desportivo do Gil Vicente, clube que vai ser recolocado em breve no principal escalão.

“Fui sempre assediado pelos grandes do futebol português, desde muito jovem, mas acabava sempre por ficar em Barcelos e posteriormente em Braga, onde me sentia feliz”, contou sobre o seu percurso. Ficou em Braga até aos 24 anos, posto o que decidiu partir. “Sempre que havia um Braga-Benfica era chamado para uma reunião no sentido de ir para o Benfica para ver se me convenciam”, recordou. “Fui ganhar menos para o Benfica”, revelou. “Havia era uma aposta muito forte do clube, que resultava, nos prémios de jogo atribuídos pelo presidente Fernando Martins”, acrescentou sobre o assunto. “Recebíamos mais em prémios que de ordenado”, disse ainda, confirmando que Fernando Martins ia muitas vezes ao balneário dobrar o prémio.

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No seu primeiro ano no Benfica teve John Mortimore como treinador e ganhou campeonato e taça. Foi o ano do FC Porto campeão europeu. Mortimore acabou por ser despedido. Na época seguinte, com Toni, ajudou a levar o Benfica à final da Taça dos Campeões frente ao PSV Eindhoven, perdida nos penáltis. “Chegámos lá debilitados”, recuperou, lembrando que o Benfica só sofreu um golo nos nove jogos do caminho para essa final. “Os dez minutos finais na Luz, com o Steuau de Bucareste, foram arrepiantes, e vi o Grande, o Mozer, a chorar de emoção pois, disse-me, nunca tinha visto nada daquilo, nem no Maracanã”, revelou.

Dito foi lançado no Sp.Braga por Mário Lino mas aí conheceu também Quinito e com este último mantém ainda hoje uma grande ligação. Foi essa amizade que o levou a trocar o Benfica (onde esteve duas épocas, quase sempre como titular) pelo FC Porto, o que se consumou em Lisboa num encontro com Pinto da Costa, num encontro com o presidente “às escondidas, em garagens e escritórios”. O acordo verbal foi consumado. Jorge de Brito ainda tentou segurar Dito, assegurando o mesmo ordenado a Dito para continuar, mas a palavra estava dada. Dito chegou ao FC Porto ao lado de outro benfiquista, Rui Águas. No FC Porto, foi menos utilizado, o que explica “com as vivências diferentes de Benfica e FC Porto”.

Para o fim ficou a atualidade. Para Dito, “quem ganhasse o jogo da Luz seria campeão” mas o empate “favorece mais o FC Porto”. O teste do Benfica em Alvalade “não vai ser fácil” mas “se o Benfica vencer será campeão”.

 

 

 

 

 

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