Benfica: Mais uma operação ao coração

Sem crédito bancário, depois de muitos anos de dependência, os nossos clubes grandes continuam a promover empréstimos obrigacionistas. Isto é, apelam às nossas poupanças e ao “cash flow” dos investidores para financiar a respetiva atividade. O Benfica está aí a promover mais um (o sétimo, este a valer 50 milhões de euros), tentando convencer, com números, quem não se deixa convencer facilmente quando o assunto não é a paixão mas dinheiro. Vale a pena investir nestas obrigações que dão um rendimento líquido à volta de 3%? Olhemos para o que se passa no Benfica, um clube altamente dependente das vendas que faz todas as épocas, que representaram 81 milhões de euros no último exercício. Apenas um pouco menos que o resultado das receitas padrão (84 milhões) resultantes de direitos televisivos, bilheteira ou rendas. Aqui temos de contar também com os 45 milhões de euros de prémios da UEFA relativamente à última temporada mas esta rubrica, como todos sabem, é sempre muito traiçoeira, tanto mais que vamos perder um lugar na Champions. Ou seja, vista assim a segurança no investimento não é propriamente gloriosa mas a verdade é que os nossos clubes grandes andam nesta corda bamba há muitos anos e ainda não houve bomba que rebentasse. Ou bolha.

Pelo menos uma coisa é certa: Quando avançam para estes empréstimos, os nossos grandes não se armam em donos disto tudo e estendem humildemente o chapéu.

 

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