Simão, ou dás à perna ou não terás Salvador

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Nos últimos oito jogos, o Sp.Braga de Jorge Simão só venceu um (ao Arouca, em casa). O resto são migalhas: 4 empates e 3 derrotas (Rio Ave, Moreirense e Benfica). É francamente desolador. O que explica a cara de casa do técnico dos guerreiros do Minho no final de um jogo que acabou a ver na bancada.

Simão fez um bom trabalho em Paços de Ferreira (foi 7.º) mas não conseguiu propriamente igualar a excelência que ali revelou Paulo Fonseca, outro treinador que usou o trampolim pacense para subir mais um patamar e rumar ao FC Porto, sem ter de passar pelo Desportivo de Chaves (onde, voilá, Leonardo Jardim começou a revelar-se).

Em Chaves, Simão fez um arranque sensacional e foi logo primeira opção de António Salvador quando o presidente do Sp.Braga não suportou ser afastado da Taça de Portugal pelo Sp. Covilhã. É escusado acrescentar aqui como estavam os arsenalistas no campeonato…

O treinador nascido na Pampilhosa da Serra, a terra dos empresários de carroceis, não é propriamente uma pessoa humilde. Como dá para perceber, gosta de se ver ao espelho. Nada contra isso. Enquanto um treinador tem resultados até pode vir nu para a rua que ninguém se importa. O pior é quando os resultados são pífios. Como é o caso.

O que é espantoso nisto tudo é o silêncio de António Salvador. Ou o presidente do Sp.Braga também está a fazer a sua mea culpa pela opção até aqui a revelar-se errada ou então esta é a tal história da panela de pressão que está prestes a apitar como um comboio que viaja numa linha com sucessivas passagens de nível sem guarda.

 

 

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