Chaló: “Sou chamado quando estão aflitos mas acredito que o Ac. Viseu pode lutar por mais”

Francisco Chaló é um treinador com pilhas Duracell nos clubes por onde passa. No Pedras Rubras esteve quatro época até levantar voo para o Feirense, onde permaneceu três temporadas, acabando por se radicar por ali. À terra dos fogaceiros voltou depois de uma fugaz (diríamos mesmo, uma fuga de gás, pois só dirigiu 5 jogos) pela Naval 1.º de Maio. Esteve mais uma época e meia na Feira, onde pelos vistos gostaram tanto do seu trabalho que aceitaram a “mercadoria” de volta, seguindo-se um ano e meio em Penafiel, onde ajudou a lançar o central Paulo Oliveira (emprestado pelo Vitória). Posto isto, fez a malinha e rumou à Covilhã. Para ficar 4 épocas no comando dos leões da serra, tendo estado a um curto passo de garantir o regresso à 1.ª Divisão do histórico clube do interior. O que aconteceu, curiosamente, quando pela segunda vez consecutiva iniciou a época em plena Serra da Estrela, entregando o comando das operações à Brigada de Montanha da GNR. Os seus jogadores, entre outras provas, tiveram de subir ao Cântaro Negro desde o Covão da Ametade, onde bivacaram de véspera. Chaló fez do seu o lema dos “montanheses” da GNR: “Se fosse fácil não era para nós”. Fácil não foi e também não foi para eles. Mas quase.

 

– Como vai o Académico de Viseu, onde chegou há relativamente pouco tempo? Bem não vai pois está na zona de descida, depois de ter perdido em casa do Sporting B por 3-1.

– Estamos aqui a fazer uma recuperação muito dura. Quando peguei na equipa, ela tinha 15 pontos em 18 jogos. Já vai em 34 pontos. O jogo com o Sporting B foi o meu 14.º aqui. Tínhamos oito derrotas quando cheguei a Viseu, agora temos três. A equipa tem tido um crescimento assinalável. Mas a missão continua a ser muito difícil.

– Está confiante?

– Só posso estar.  Não são só os resultados mas sobretudo a forma como a equipa tem desenvolvido o seu jogo. Por norma é a equipa que mais remata e que mais possibilidades de golo tem. Até esta jornada nunca tínhamos perdidos fora, apesar de termos somado duas derrotas em casa. Batemos o recorde de imbatibilidade de jogos sem perder, seis. Por outro lado, também invertermos a questão do ‘score’ e só uma vez não marcamos golos.

Estou a fazer o percurso inverso de outros treinadores e estou a ir do litoral para o interior, embora Viseu seja o interior mais litoral que conheço…

– Parece um treinador destinado a trabalhar no interior. Depois do Covilhã, o Académico de Viseu…

– Não há dúvida. As pessoas lembram-se de mim quando estão mesmo aflitas. Se pegarmos no mapa verificamos que, ao contrário de quase todos os outros treinadores, estou a ir do litoral para o interior, embora Viseu seja o interior mais litoral que existe no país. Curiosamente, pela primeira vez estou numa equipa de uma cidade que é capital de distrito, uma cidade com 100 mil habitantes e um clube do ponto de vista teórico e analítico com um potencial enorme. Mas os clubes não vivem só de potencial e a sobrevivência do Académica tem sido sempre periclitante.

– O Académico pode sonhar com a subida à 1.ª Liga?

– Muito honestamente, com algumas situações de projeção e crescimento pode mesmo. Mas agora tem de ter a felicidade de conseguir permanecer na 2.ª Liga. Isso é o mais importante.

– Favoritos à subida?

– Não tem havido surpresas. São os que lá estou.

 

 

 

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