Clássicos BnA: O Leixões Sport Clube

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Um texto BnA de 2005 que aqui se repesca (à linha).

Fundado em 1907, fruto da fusão do Grupo Lawn-Tennis Prado, do Grupo Lawn-Tennis Matosinhos (está sobejamente explicada a existência ainda hoje de uma raqueta no emblema do clube) e do Grupo Leixões Foot-Ballers, o Leixões Sport Clube tinha em 31 de Dezembro de 1909 176 sócios, quase tantos como alguns emblemas da atual Liga profissional. Hoje tem mais de seis mil, apesar de ter passado uma eternidade na “rua escura” da II Divisão B, onde caiu no final da década de 90. Várias vezes campeão nacional de voleibol, masculino e feminino, também campeão nacional de basquetebol da II divisão, o Leixões foi durante muito anos um dos mais ecléticos clubes portugueses, com presenças fortes no hóquei em campo, no andebol e ainda hoje na natação.

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João Guedes, um dos maiores actores portugueses, foi no Leixões praticante de hóquei em campo e ténis de mesa. Três ciclistas com as cores do Leixões participaram na I Volta a Portugal em bicicleta, em 1935. No futebol, foi campeão nacional de juniores (41-42), campeão nacional da II Divisão, venceu a Taça de Portugal de 1961 (derrotando, por 2-0, o FC Porto no Estádio das Antas, depois de ter despachado Alhandra, Caldas, Guimarães, União do Funchal e Belenenses) e tem uma mão-cheia de participações europeias, a última delas no início do presente século, consequência da sua presença na final da Taça de Portugal 2002, onde foi batido por 1-0 pelo Sporting, com um golo de Jardel em fora-de-jogo.

A célebre equipa dos “bebés” marcou os anos 60/70 do clube, nela se tendo destacado nomes como os de Chico Faria, Praia, Raul Machado, Jacinto (jogou também no Benfica e no FC Porto), Nicolau, Adriano, Barros (jogou no Benfica), João Fonseca (guarda-redes, jogou no Benfica e no FC Porto), Cacheira, Frasco, Teixeira Eliseu, Neca, Esteves, Horácio (estão aqui pelo menos representantes de duas gerações)…

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O Estádio do Mar foi inaugurado no dia 1 de Janeiro de 1964 e o Benfica foi a equipa convidada. O Benfica venceu por 4-o. Nas competições europeias, o Leixões defrontou uma equipa da RDA, o Carl Zeis de Zena, e teve de disputar os dois jogos na RDA, pois Salazar não permitiu que os “comunistas” jogassem em Portugal – o Leixões acabou eliminado.

Uma última nota: o Leixões deve o seu nome à maior obra de engenharia portuguesa do séc.XIX – a construção dos molhes, na foz do rio Leça, que formam um porto de abrigo hoje conhecido por Porto de Leixões. O principal molhe, o Norte, assenta sobre os rochedos da Lada-Pequena e o Leixão-Grande, daqui saindo o nome para o porto e para o clube mais representativo de uma cidade que chegou a ser o principal porto de pesca português. Para além do Leixões Sport Clube, Matosinhos tem ainda os Bombeiros de Leixões. O concelho – que faz fronteira com o Porto, a Maia e Vila do Conde – tem 160 mil habitante, dez freguesias que se fundiram em três e a cidade de Matosinhos é formada pelas freguesias de Matosinhos e Leça da Palmeira (separadas pelo Porto de Leixões e unidas por uma ponte móvel). Matosinhos é justamente considerada “a sala de jantar” do Norte devido à profusão e à qualidade dos seus restaurantes e marisqueiras.

 

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