Paulo Oliveira, o miúdo que era melhor que Ricardo Carvalho

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O seu super herói preferido é o Homem Aranha e não troca Lisboa por Guimarães, cidade onde não nasceu (foi Famalicão) mas onde despontou como estrela do futebol, com a camisola do Vitória. No passado domingo, Paulo Oliveira tornou-se centenário em jogos da Liga principal precisamente frente à equipa à qual chegou em 2005, apenas com 13 anos, vindo das escolas do FC Famalicão.

Mas se Paulo Oliveira não troca Guimarães por Lisboa, a sua casa continua a ser Portela de Santa Marinha, uma pequena freguesia situada entre montes, no coração do Minho, entre o Ave e o Cávado, quase a igual distância de Braga e Guimarães.

Foi de aí que no verão de 2014 zarpou para a capital, partindo desde logo com saudades de “Tomy”, o cão da família Oliveira. Para a mãe, Teresa, e para o pai, Fernando, estofador de profissão, foi um momento também muito sensível.

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Hoje com 25 anos, foi em Portela de Santa Marinha que Paulo Oliveira começou a dar pontapés na bola. Tinha 7 anos e iniciou-se no futsal, na Associação Desportiva da Portela (ADESPO). Para lá chegar tinha de galgar uma íngreme estrada mas na volta era sempre mais fácil…

Paulo Oliveira tem a quem sair. O pai foi também jogador de futebol. Já adivinharam – era também central. Mas Fernando só jogou em equipas pequenas. O seu maior feito foi a conquista de um campeonato do Inatel. Fernando acha que o Paulo herdou algumas das suas caraterísticas, ele que fez com ele o que o seu pai tinha feito consigo. Ou seja, tentou que o Paulo não seguisse a carreira de futebolista. Até porque o filho era um excelente aluno que terminou o secundário com média de 17.

O central leonino, que agora voltou a ser opção de Jorge Jesus, ainda concorreu ao curso de fisioterapia. Entrou e até pagou as propinas do 1.º ano. Mas o chamamento do futebol era mais forte.

Francisco Chaló, que treinou Paulo Oliveira no Penafiel, em 2011, quando o recebeu no  plantel também lhe deu logo uma nota alta. “Para mim és melhor que o Ricardo Carvalho”, disse-lhe à porta do balneário. “Tem piada, o Ricardo é o meu ídolo”, respondeu logo o Paulo.

 

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